A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco fortalece sua atuação integrada para prevenir, investigar e localizar crianças desaparecidas no Estado.
Por meio de estratégias conjuntas, o Governo de Pernambuco, através da SDS, tem aprimorado suas iniciativas para abordar o problema do desaparecimento infantil. A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) desempenha um papel crucial nesse processo, conduzindo investigações e operações focadas na rápida localização de crianças e adolescentes, além de contar com o suporte de um banco genético que auxilia nas buscas.
Conforme dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGace), houve uma diminuição no número de registros de desaparecimento entre crianças de 0 a 11 anos nos últimos anos. Em 2024, foram reportados 87 casos, enquanto em 2025 esse número caiu para 60, resultando em uma redução de 31,03%. Nos quatro primeiros meses de 2026, foram contabilizados 14 desaparecimentos, o que representa uma queda de 6,66% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma diminuição significativa de 44% em comparação a 2024.
Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)
Esses resultados evidenciam a eficácia das ações integradas promovidas pela SDS. Tais ações incluem investigações metódicas, campanhas educativas e intervenções imediatas, além da utilização de tecnologias avançadas e científicas para facilitar a localização dos desaparecidos. O Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) realiza campanhas voltadas à conscientização sobre o desaparecimento infantil em épocas com grande movimentação pública, como durante o Carnaval. Durante esses eventos, as equipes estão presentes nos principais pontos festivos para informar pais e responsáveis sobre medidas preventivas e procedimentos adequados em caso de desaparecimento.
A Divisão de Desaparecidos do DPCA é responsável por atuar diretamente nas ocorrências relacionadas a crianças e adolescentes. As investigações são iniciadas imediatamente após o registro do caso, sem a necessidade da espera padrão de 24 horas. O delegado Paulo Furtado, gestor do DPCA, enfatiza que um dos maiores obstáculos enfrentados pelas autoridades é a falta de informações precisas sobre os últimos locais onde as crianças foram vistas. Ele ressalta que as dificuldades no monitoramento digital e a vulnerabilidade social dessas crianças muitas vezes ligadas a problemas familiares representam desafios significativos.
Os fatos de Serra Talhada e região no Instagram do Farol de Notícias (siga-nos)
<pApós o registro das ocorrências, a Polícia Civil completa um formulário específico e, com a autorização dos responsáveis legais, divulga a imagem da criança nas redes sociais e canais oficiais para expandir as buscas. As diligências envolvem investigações nos locais onde a criança foi vista pela última vez e entrevistas com familiares, amigos e conhecidos. O delegado Paulo Furtado destaca que agir rapidamente é essencial para melhorar as chances de encontrar a criança. “Nosso trabalho é uma corrida contra o tempo. Quanto mais cedo a família buscar apoio do DPCA e fornecer informações como vestimentas usadas no momento do desaparecimento ou hábitos pessoais da criança, maiores serão as possibilidades de sucesso nas buscas”, afirmou ele.
No campo científico, Pernambuco se beneficia também do banco de perfis genéticos que contribui na identificação tanto de crianças desaparecidas quanto de indivíduos não identificados. Este sistema opera através da coleta genética realizada em cadáveres não identificados enviados ao Instituto Médico Legal (IML) e amostras fornecidas por familiares que buscam por filhos desaparecidos. Crianças encontradas em situações vulneráveis sem identificação também podem ter seus perfis genéticos cadastrados nesse banco, possibilitando cruzamentos genéticos que facilitam a localização dos familiares por meio da comparação do DNA.
<p>The post PE intensifica ações para buscas de crianças desaparecidas first appeared on Farol de Notícias – Referência em Jornalismo de Serra Talhada e Região.</p>
