A China finalizou uma extensa ampliação de seu núcleo de computação científica localizado em Zhengzhou. Atualmente, o sistema conta com 60 mil chips desenvolvidos internamente, dobrando a capacidade que havia sido registrada no começo de fevereiro.
As operações de teste já foram iniciadas com aproximadamente 30 mil aceleradores de inteligência artificial produzidos no país. Essa nova configuração coloca o cluster em um patamar comparável aos maiores sistemas de computação do mundo.
Conforme informações do Global Times, esse cluster não depende de chips oriundos dos Estados Unidos. Autoridades chinesas destacaram essa autonomia como um avanço estratégico importante para o projeto.
Chen Jing, vice-presidente do Instituto de Estratégia e Tecnologia da China, ressaltou que essa infraestrutura permite a superação de barreiras, possibilitando a comercialização em larga escala de chips fabricados internamente. Esse feito representa um marco significativo na busca pela autonomia tecnológica da China.
O núcleo em Zhengzhou é uma parte fundamental da rede nacional de supercomputação. Ele desempenha um papel central na estratégia denominada super scientific computing agent.
Essa plataforma integra grandes volumes de dados, modelos avançados de IA e diversas aplicações. Centenas de modelos de linguagem abertos estão disponíveis para os pesquisadores acessarem.
Os cientistas têm a possibilidade de expressar suas demandas por meio da linguagem natural. O sistema, por sua vez, é capaz de gerenciar automaticamente as tarefas, alocar os recursos computacionais necessários e fornecer os resultados processados.
O cluster tem como principal objetivo apoiar a pesquisa científica avançada, permitindo o treinamento de modelos com trilhões de parâmetros e inferências em grande escala.
Além disso, o projeto também prevê aplicações comerciais da tecnologia, visando acelerar a implementação da IA em vários setores da economia chinesa.
Com essa expansão, a China supera restrições históricas na área da computação, como limitações no poder de processamento, dependência externa e atrasos relacionados ao software.
Iniciativas paralelas realizadas por empresas como Huawei, Cambricon e Alibaba são apoiadas por políticas governamentais que incluem investimentos significativos e preferência por fornecedores locais.
Os programas governamentais promovem a integração entre hardware interno, softwares próprios e modelos de IA desenvolvidos localmente. Essa abordagem integrada fortalece todo o ecossistema tecnológico do país.
A conquista do cluster em Zhengzhou reforça a busca da China por soberania tecnológica. O desenvolvimento possibilita contornar as sanções impostas por países ocidentais sobre as exportações de semicondutores.
Especialistas avaliam esse avanço como sendo tanto técnico quanto político. Ele solidifica a posição da China como uma potência referência na aplicação da inteligência artificial na ciência.
O sistema destina-se a se tornar uma referência para pesquisas em níveis nacional e internacional. A expectativa é que ele impulsione a produção de conhecimento científico e fomente colaborações globais.
Com informações de scmp.com.
