Em um marco histórico, os Estados Unidos realizaram o primeiro ataque militar utilizando um drone marítimo autônomo, atingindo um submarino do Irã. A informação foi divulgada pelo South China Morning Post em 21 de julho.
O alvo da operação foi uma embarcação subaquática de origem iraniana, com capacidade para operar em águas rasas e um deslocamento submerso abaixo de 150 toneladas, que é destinada a missões como lançamento de minas e apoio a operações de forças especiais.
O drone utilizado na ação foi o Corsair, desenvolvido pela Saronic Technologies, empresa norte-americana. Com um comprimento de 7,3 metros e um design modular, o Corsair se destaca por suas capacidades avançadas.
Diferentemente de armas suicidas que são utilizadas uma única vez, o Corsair é projetado para múltiplas operações. Ele conta com sensores eletro-ópticos e infravermelhos e possui autonomia na navegação, além de utilizar aprendizado de máquina para manter sua missão mesmo na ausência de comunicação com a central de comando.
Essas informações foram apresentadas pela emissora estatal chinesa CCTV no último domingo. Especialistas mencionados na reportagem destacam que sistemas tradicionais de detecção enfrentam desafios significativos ao tentar localizar embarcações rápidas e com baixa visibilidade como o Corsair.
A utilização desse sistema em combate real gera preocupações nas forças navais globalmente. Com os investimentos da China em modernização para enfrentar ameaças assimétricas, o país está entre os que observam atentamente o avanço dessa tecnologia inovadora.
