A Unimed Serra Gaúcha realizou a primeira cirurgia robótica de quadril na Serra Gaúcha nesta segunda-feira (29). O procedimento foi conduzido com o robô Rosa (Robotic Surgical Assistant) e teve como paciente uma mulher de 69 anos. A intervenção ocorreu no Complexo Hospitalar Unimed, em Caxias do Sul, e durou aproximadamente 1h30.
A artroplastia, que consiste na colocação de uma prótese, representa um significativo avanço na medicina robótica ortopédica da região. Conforme informações divulgadas pela Unimed Serra Gaúcha, a artrose, também conhecida como coxartrose, é a principal indicação para a realização desse tipo de procedimento. Esta condição degenerativa causa o desgaste da cartilagem nas articulações, afetando a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes. As causas podem ser genéticas ou estar ligadas a traumas, displasia do quadril, artrite reumatoide, necrose da cabeça femoral e síndrome do impacto femoroacetabular.
As mulheres acima de 40 anos compõem um dos grupos mais afetados que necessitam de cirurgias no quadril devido a uma combinação de fatores anatômicos, hormonais e genéticos. A anatomia feminina, adaptada para gestação e parto, resulta em uma bacia mais larga e um ângulo das pernas que aumenta a pressão sobre as articulações. Além disso, as alterações hormonais causadas pela menopausa reduzem a proteção natural dos ossos e cartilagens, elevando assim o risco de artrose e fraturas associadas à osteoporose.
Cirurgias são recomendadas quando tratamentos conservadores, como medicação e fisioterapia, não apresentam resultados satisfatórios. Dentre os sinais que indicam a necessidade da cirurgia estão dores persistentes, limitações funcionais e dificuldades para subir escadas ou calçar sapatos.
O robô Rosa, desenvolvido pela Zimmer Biomet, é o primeiro dispositivo na região voltado para cirurgias ortopédicas de prótese de quadril e joelho segundo informações da Unimed Serra Gaúcha. Essa tecnologia permite um planejamento customizado em 3D além de fornecer referências anatômicas em tempo real, servindo como suporte ao cirurgião para o posicionamento preciso dos componentes da prótese com base em imagens radiológicas e um software que converte essas informações em dados exatos para o procedimento.
“A cirurgia robótica não substitui a expertise do médico; pelo contrário, ela potencializa bastante a precisão do ato cirúrgico. O sistema nos possibilita planejar cada fase antecipadamente e realizar esse planejamento durante a operação com suporte de imagens em tempo real. Isso melhora o posicionamento da prótese e diminui riscos como instabilidade articular”, explica Dr. André Leite, presidente da Unimed Serra Gaúcha.
Para operar essa plataforma robótica, os médicos passam por rigorosos critérios de certificação e treinamento, incluindo capacitação em simuladores e habilitação específica para procedimentos assistidos por robótica. No caso das cirurgias no quadril, esses profissionais foram certificados em um centro internacional reconhecido localizado em Warsaw, Indiana, nos Estados Unidos.
Créditos: I5 Filmes, divulgação.
