Em abril de 2026, as vendas globais de veículos totalmente elétricos (BEVs) apresentaram um crescimento de 19% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em contrapartida, os híbridos plug-in (PHEVs) enfrentaram uma queda de 9%, marcando o quarto mês consecutivo de declínio. Atualmente, os veículos elétricos puros respondem por 72% do total de vendas de veículos plug-in, totalizando cerca de 1,15 milhão de unidades comercializadas no mês.
Os dados apontam que o número total de veículos plug-in vendidos chegou a aproximadamente 1,6 milhão em abril, refletindo um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. O contraste entre o desempenho dos BEVs e PHEVs é um dos aspectos mais destacados desse cenário, com os elétricos puros retomando um crescimento expressivo.
No acumulado dos primeiros meses do ano, os veículos plug-in apresentam uma leve alta de 1%, impulsionada exclusivamente pelos BEVs, que cresceram 7%. Por outro lado, os híbridos plug-in tiveram uma queda acumulada de 10% em 2026, indicando que essa desaceleração pode ter raízes mais profundas.
A situação do mercado global foi fortemente afetada pelo término dos incentivos nos Estados Unidos em outubro de 2025 e pela redução parcial dos subsídios na China no final do ano passado. Quando excluímos esses dois grandes mercados, as vendas de veículos elétricos cresceram globalmente 50% em abril, com um aumento de 63% para os BEVs.
Mercados como Austrália, Itália, Coreia do Sul e Vietnã mostraram aumentos significativos nas vendas de veículos totalmente elétricos, com crescimentos impressionantes de 157%, 99%, 160% e até 200%, respectivamente. A Argentina também se destacou ao passar de menos de 100 unidades vendidas em abril de 2025 para mais de 1.300 unidades no último mês, indicando um crescimento exponencial.
Em termos de participação no mercado automotivo global, os BEVs alcançaram uma fatia de 17% em abril. Os PHEVs contribuíram com mais 7 pontos percentuais, resultando em uma proporção total de veículos eletrificados plug-in que representa 24% das vendas totais. Quando consideramos também os híbridos convencionais sem plugue, que detêm uma participação de 15%, mais de um terço dos automóveis vendidos no mundo já possui algum nível de eletrificação.
No ranking dos modelos mais vendidos globalmente, a dominância chinesa é notável, não havendo montadoras ocidentais tradicionais entre os vinte primeiros colocados. O Tesla Model Y manteve sua posição como líder isolado com a venda de 71.510 unidades, um aumento significativo de 31%, impulsionado pelas versões básicas e pela nova carroceria L com três fileiras.
A Geely ocupou o segundo lugar com cerca de 42 mil unidades vendidas e estabilidade tanto no mercado interno quanto nas exportações. O terceiro lugar foi conquistado pelo BYD Song renovado com uma nova geração que promete alavancar as vendas graças à sua capacidade de recarga ultrarrápida.
O BYD Yuan Up/Atto 2 garantiu a quarta posição após passar por um facelift recente e lançar uma versão PHEV inovadora. O Xiaomi SU7 também obteve destaque ao ficar na quinta colocação com a venda de 26.826 unidades, demonstrando a consolidação da gigante da eletrônica no setor automotivo.
A Leapmotor surpreendeu ao colocar seu novo crossover A10 na décima quinta posição já no segundo mês após seu lançamento — o melhor desempenho inicial da história da empresa. O Qiyuan Q05 da Changan também alcançou um marco histórico com a venda de 16.334 unidades e a décima segunda posição.
Entre as montadoras ocidentais, a BMW teve o melhor desempenho com seus modelos iX1 e X1 PHEV somando juntos 11.837 unidades vendidas. O Skoda Elroq registrou cerca de 11 mil unidades enquanto dois modelos da Toyota — BZ4X e BZ3X — alcançaram aproximadamente 10 mil cada.
No balanço anual até agora, o Tesla Model Y continua dominando as vendas ao vender quase três vezes mais do que o Geely Xingyuan que ocupa a segunda posição. O modelo da Geely superou o Tesla Model 3 e tornou-se vice-líder enquanto este último caiu para a décima posição em abril.
A BYD lidera entre os fabricantes com uma participação no mercado de veículos plug-in que chega a 17,8%, seguida pela Geely com 8,9% e pela Tesla com apenas 8%. Um destaque notável foi a Leapmotor que atingiu um recorde histórico ao registrar 71 mil unidades em abril e subiu para a quarta posição superando a Volkswagen.
A Toyota também merece menção especial ao conquistar a quinta colocação com recorde histórico de vendas chegando a 43.944 unidades e ficando a menos de mil carros atrás da Volkswagen. A montadora japonesa tem uma vantagem significativa por atender às demandas dos três principais mercados globais — China, Europa e Estados Unidos — oferecendo modelos adaptados para cada região específica.
Marcas elétricas da Changan também mostraram bom desempenho em abril: a Deepal ficou na décima terceira posição com vendas atingindo 33.187 unidades e a Qiyuan na décima quarta posição com outras 32.118 unidades vendidas. Ambas se beneficiaram do sucesso obtido por seus crossovers compactos S05 e Q05.
Focando apenas nos veículos totalmente elétricos (BEVs), a BYD reassumiu a liderança mundial com uma participação no mercado equivalente a 12,1%, superando assim a Tesla que caiu para uma participação de apenas 11,5%. A fabricante chinesa deve continuar fortalecendo sua posição nos próximos meses devido à aceleração nas entregas da segunda geração das baterias Blade.
A Geely ocupa atualmente o terceiro lugar entre os BEVs com uma participação correspondente a 7,8%, enquanto o Grupo Volkswagen está na quarta posição com seus modelos segurando uma fatia do mercado igual a 7%. A SAIC completa o top cinco apresentando uma participação reduzida para cerca de 6,3%, enquanto Hyundai-Kia parece ter perdido força em abril registrando apenas 4,9%.
A transformação no setor automotivo rumo aos veículos elétricos avança rapidamente tornando-se cada vez mais diversificada globalmente; neste contexto,a China solidifica sua liderança indiscutível nesse segmento. O crescimento explosivo observado em mercados emergentes como Vietnã, Indonésia e Malásia junto ao avanço contínuo das grandes empresas como Toyota promete reconfigurar profundamente toda indústria automobilística nos próximos anos.
